sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ganhadora!

Olá a todos!

Então, a grande ganhadora dos marcadores foi:  PABLINE!!!!!!!!!!!

Parabéns!! Mande um e-mail com os seus dados para eu poder te enviar os marcadores =)

Beijinhos para todos,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

É uma verdade universalmente conhecida...

que quando um grupo de fãs de Jane Austen se encontra, a conversa em algum momento vai parar na discussão "qual Mr Darcy é o melhor". 

Domingo, dia 28 de agosto de 2011 ocorreu o I Encontro Regional JASBRA-RJ. Tudo estava marcado para começar as 15 horas na Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana, mas eis que algo absurdo acontece: o Forte não abriu! Foi uma correria de manda e-mail para os inscritos, tenta telefonar para todo mundo para mudar o lugar e a hora do encontro. O encontro foi remarcado para as 15:30 no Botafogo Praia Shopping. Eu , claro que com medo de que alguém não lesse o e-mail, fiquei entre 15h e 15:30 em frente ao Forte assustando as pessoas com perguntas do tipo "Você está indo para o encontro do JASBRA? ", "Você está indo para a Confeitaria Colombo?" ( os guardinhas estavam rindo muito de mim, mas tudo bem! Tudo pelo encontro!!)

Após esse pequeno problema com Murphy e uma corrida contra o tempo para não me atrasar, finalmente chego ao novo local do encontro! La estão quase todos os que vão participar ( mesmo sendo menos da metade do numero de inscritos). 



Nós fomos para a varanda e o encontro finalmente começou. Tudo foi ótimo e divertido! Todas participaram com ótimas ideias e opiniões! Não nos detemos apenas na discussão clássica "qual adaptação é melhor: a da bbc de 1995 ou a de 2007?", nem na discussão de qual é o melhor Mr.Darcy ( Collin Firth!!!)! Levantamos tópicos como "Seria a Mary perfeita para o Mr. Collins?", "Mrs Bennet é realmente chata ou ela é uma mãe amável?"...

Eu e Claudia fomos sorteadas ( e não, não foi  marmelada!) 

E ainda teve uma ótima surpresa: um sorteio de 2 livros da BestBolso ( Mansfield Park!! Obrigada, BestBolso, Obrigada Flora!! ) Sem falar nos marcadores lindos feitos por mim com a ajuda de minha irmã e da Talita !!




No final das contas, o evento foi um sucesso!! Adorei conhecer todas vocês e mal posso esperar pelo próximo!


PROMOÇÃO:

Você não foi no evento e quer ganhar esses lindos marcadores de página?! Então é só comentar aqui nesse post pedindo os marcadores! No dia 09/09 eu farei um sorteio entre as pessoas que pedirem e irei postar aqui o resultado! 

Beijos,


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Review - A Pirâmide Vermelha, do Rick Riordan


Título: A Pirâmide Vermelha
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrinseca
Gênero: Aventura
Série: As Crônicas dos Kane
Preço: R$ 39,90 (Livraria Cultura)

Por que li esse livro?

Conheci o trabalho do autor através da série Percy Jackson e fiquei curiosa em ler um novo livro dele.

Sinopse:

Os irmãos Carter e Sadie Kane vivem separados desde a morte da mãe. Sadie é criada em Londres pelos avós, e Carter viaja o mundo com o pai, o Dr. Julius Kane, um famoso egiptologista. Levados pelo pai ao British Museum, os irmãos descobrem que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus mais cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa jornada - uma busca que revelará a verdade sobre sua família e sua ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós. (sinopse retirada do site da Livraria Cultura)

Minha opinião:

A Pirâmide Vermelha é um livro bem divertido e cheio e aventuras, trazendo à tona todo o mistério e, principalmente, a magia do Egito. Rick Riordan narra a história através dos personagens principais, Carter e Sadie, a partir de uma gravação que os mesmos fizeram ao longo da jornada.
O fato de ser uma gravação torna várias partes da história bem engraçadas, pois em alguns momentos ocorrem intervenções de um dos irmãos, seja para completar a informação ou mesmo para brincar com quem está narrando.
Apesar do estilo de escrita ser praticamente idêntico ao visto na série Percy Jackson, fato que me permitiu deduzir certos acontecimentos do livro, A Pirâmide Vermelha mostra que se pode ter uma trama extremamente interessante utilizando os conhecimentos de mitologia e que mitologia Grega não é a única coisa que veremos do autor.

No final das contas:

Rick Riordan consegue novamente trazer um livro que pode conseguir desde a atenção de crianças a de adultos e nos mostra um pouco mais sobre a mitologia Egípcia, prendendo a nossa atenção até o fim e nos deixando com um gostinho de quero mais.

Nota:

Aqueles que leram a série Percy Jackson terão uma adorável surpresa em um dos capítulos...


Beijos,



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Review - O castelo nos pirineus, do Jostein Gaarder

Título: O castelo nos pirineus
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Cia das Letras
Gênero: Ficção
Preço: 35 reais (Livraria Cultura)


Por que eu li esse livro?
 Eu gosto bastante do trabalho do Jostein Gaarder e acabei ganhando o livro de presente.


Sinopse

Por cinco anos intensos na década de 1970, Steinn e Solrunn foram felizes. Então tomaram rumos diversos, por razões desconhecidas a ambos. No verão de 2007, depois de trinta anos distantes, eles se encontram por acaso no terraço de um velho hotel de madeira às margens de um fiorde no oeste da Noruega, um lugar intimamente relacionado à separação no passado. Mas terá sido esse encontro, em lugar tão significativo, um mero acaso?
Buscando respostas a essa pergunta, e para entender como um relacionamento que prometia ser duradouro pôde acabar subitamente, o ex-casal começa uma frenética troca de e-mails - a matéria e a forma deste novo romance filosófico de Jostein Gaarder, que desta vez conta uma história de amor para discutir o embate entre o racionalismo e a espiritualidade. Na linguagem dessas missivas apressadas que inundam nossa vida cotidiana, os dois esboçam visões de mundo antagônicas e explicações contraditórias para o fim do romance. De um lado, o climatologista Steinn apenas crê no que pode ser provado pela ciência e pela razão. De outro, Solrunn, uma mulher religiosa, acredita na transcendência, em um espírito além do corpo e de nossa existência terrena. Disso resulta que as experiências compartilhadas pelos dois no hotel no litoral (a de trinta antes e a do verão corrente) serão entendidas de modo muito distinto por cada um. Apesar de se respeitarem, eles não podem concordar com a concepção do outro - até que suas certezas sejam postas à prova.


Minha opinião:

De primeira, adorei a forma que esta história é representada. A troca de e-mails entre os personagens dá uma visão dupla do que está acontecendo no presente e o que ocorreu há 30 anos atrás.
Como é de se esperar do autor, o livro nos questiona em que crenças e teorias que nós acreditamos ser a origem do universo e os acontecimentos em geral. Posso dizer que fiquei com a opinião equilibrada entre os dois personagens.

No final das contas:

Não deixe de ler mais esta obra tocante e diferente de amor que é muito bem escrita pelo Jostein Gaarder.

Beijos,

Thaíse Alves

terça-feira, 26 de julho de 2011

Review - Getting the Girls, do Markus Zusak

Título: Getting the Girl
Autor: Markus Zusak
Editora: Push
Gênero: YA, Romance de Formação ( Coming of age novel)
Preço:  20,05 (Livraria Cultura)


Por que eu li esse livro?
Depois que eu li A menina que roubava livros, eu soube que precisava conhecer mais obras desse autor. Busquei na internet as outras obras dele e me deparei com esse livro. 



Sinopse:

Dois irmãos. Uma garota.

Cameron sempre viveu na sombra do seu irmão mais velho, Ruben. Ruben é naturalmente atraente, o favorito de todos que sempre consegue o que quer. Cameron, por outro lado, é.... quieto. Confuso. Um doce.
Cameron não se importa com isso. Pelo menos não até Ruben começar a namorar Octavia. Ela não é como as outras garotas que Ruben conquistou. 
Ela tem um brilho, algo a mais.
E Cameron está completamente, perdidamente apaixonado por ela. 
Mas uma garota como Octavia nunca iria escolher um cara como Cameron... 
Ou iria? 
(sinopse adaptada do skoob)


Minha opinião:
Essa review foi muito difícil de escrever. 
Não sei quanto a vocês, mas as vezes, depois de terminar um livro que me envolveu muito, eu fico parada por um tempo olhando para o nada, apenas revivendo tudo que aconteceu. Muitas vezes o término do livro gera aquela sensação de perda, como se você precisasse de algo a mais que simplesmente não existe. Bem, foi isso que aconteceu quando terminei de ler esse livro. 
Getting the Girl é um livro anterior ao A menina que roubava livros e dedicado a um grupo mais jovem. É possível reparar no amadurecimento do autor entre um livro e outro, como ele evoluiu em sua forma de contar uma história.

 "You can do anything when it's not real. 
   When it is real, nothing breaks your fall. Nothing gets between you and the ground."

O livro conta a história de Cameron, um garoto que não é o melhor, nem o mais inteligente e muito menos o mais bonito. Ele é considerado um perdedor sem vida social, mas muito atento, quieto, pensativo, e emocionalmente maduro. Passa grande parte do livro lutando entre o que sente por Octavia e a  lealdade ao irmão. Ele expressa seus sentimentos e pensamentos em pequenas anotações presentes no final de cada capítulo. Esse é o momento em que vemos a realidade e a profundidade desse personagem. 
O livro é curtinho e muito rápido de ler. Cameron muitas vezes passa aquela imagem de "menino bonzinho que só se ferra" e acho isso fundamental para a gente ver o crescimento dele. 

"There are so many moments to remember and sometimes I think that maybe we're not really people at all. Maybe moments are what we are.... Sometimes I just survive. But sometimes I stand on the rooftop of my existence, arms stretched out, begging for more." 


Não lembro que outro livro me envolveu tanto na história. Não sei se eu estava de tpm ou se aquilo realmente mexeu comigo, mas em dois momentos eu quase me debulhei em lágrimas. ( ok, não posso discorrer sobre isso pois aí seria obrigada a dar muitos spoilers) 

Cameron começa como um garoto esforçado que acredita ser inferior aos outros. Seu irmão mais velho é super bem sucedido, sua irmã trabalha muito, seu outro irmão (Ruben) parece que nasceu virado para a lua ( ele é descrito como um vencedor) e Cameron é o último. Ele é o que ninguém, aparentemente, tem qualquer expectativa. No entanto, durante a leitura vemos esse personagem crescer, amadurecer e mostrar para todos quem ele é. Vemos Cameron deixar de ser o "underdog" ( algo como vira-lata) para se tornar um wolf (lobo) e ter orgulho de si mesmo. 

Algo muito interessante é a ambiguidade que existe no título: a palavra Getting sendo usada com seus dois sentido  1) de pegar, conseguir  2) de compreender.


No final das contas:
Getting the Girl é um livro que todos deveriam ler e re-ler. É maravilhosamente escrito e consegue evocar várias emoções durante a leitura. Cameron é um protagonista humano que mostra querer quebrar com o seu rótulo e mostrar que pode ser mais.
Eu recomendo esse livro para todos.

Beijos,


domingo, 12 de junho de 2011

Review – O Jogo do Anjo, do Carlos Ruiz Zafón

Título: O Jogo do Anjo
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Gênero: Romance
Preço: 44,90 (Livraria Cultura)




Por que li esse livro?

Já havia simpatizado com Zafón desde A Sombra do Vento, e fiquei interessada em ler um novo livro dele.


Sinopse:

Em O jogo do anjo, o catalão Carlos Ruiz Zafón explora ângulos da cidade onde ambientou A sombra do vento. Enquanto guia seus leitores por cenários familiares, como a pequena livraria Sempere e Filhos e o mágico Cemitério dos Livros, Zafón constrói uma história que mistura o amor pelos livros, a paixão e a amizade. Na Barcelona dos anos 20, David Martín é um jovem escritor fracassado, obcecado por um amor impossível e abatido por uma doença fatal. Até que vê sua sorte mudar ao receber uma oferta irrecusável. (sinopse retirada do site da livraria cultura)


Minha Opinião:

Desde o momento que comprei o livro já possuía muitas expectativas, e devo que dizer isso nunca é um comportamento recomendado, a chance de nos decepcionarmos é muito alta, porém, é com enorme alegria que digo que esse não foi o caso com O Jogo do Anjo. 
Zafón retorna nesse romance mais criativo que nunca, nos levando em uma viagem num tempo anterior aos acontecimentos de A Sombra do Vento. O romance é centralizado na vida de David Martín, um escritor fracassado que ao receber uma proposta praticamente irrecusável de um misterioso Andeas Corelli se vê preso a complexo e interminável enigma, fazendo com que o próprio leitor se sinta extremamente confuso e perdido no meio do acontecimentos e de todo o suspense, contribuindo de forma positiva para prender nossa atenção do início ao fim. Temos participações de alguns remanescentes de A Sombra do Vento, porém a trama desse novo romance possui um ritmo bem diferente, tornando tudo novo e interessante, além, é claro, de novos personagens bem trabalhados e carismáticos, como por exemplo, Isabella, que trava discussões inteligentes e divertidas com Martín, aliviando a tensão que Corelli sempre impõe. 
Um aspecto que torna esse livro tão convidativo é a ausência de descrições sem função, o estilo de escrita de Zafón é bem direto e incisivo, tudo o que está escrito tem uma razão e um efeito, seja a imediato ou  longo prazo, servindo de apoio para as inúmeras reviravoltas da história e conferindo certa agilidade a mesma. Com doses cavalares de suspense, gótico e livros, muitos livros, Zafón nos entrega um romance totalmente original e extremamente emocionante capaz de fazer com que esqueçamos tudo ao nosso redor de tão compenetrados que ficamos. O Jogo do Anjo é irresistível desde a primeira página tendo, assim, todos os atributos para superar em público e crítica seu predecessor.


No final das contas:

O Jogo do Anjo é um dos mais belos romances que já li; um dos poucos que me emocionou genuinamente. Acredito que seja uma história capaz de conquistar a atenção e o respeito de todos e que todos aqueles que gostaram de A Sombra do Vento, encontrarão nesse livro uma leitura ainda mais bonita e cativante.


beijos,




sábado, 5 de março de 2011

Review - Matched, da Ally Codie

Título: Matched
Autor: Ally Codie
Editora: Dutton Books 
Gênero: Romance, YA, Distopia
Preço: 41,20 [Hardcover] (Livraria Cultura)


Por que eu li esse livro? 
Desde que vi a sinopse desse livro pela primeira vez, sabia que precisaria lê-lo o quanto antes. E então a oportunidade apareceu: as meninas do Murphy's Lybrary abriram inscrições para um booktour e é claro que eu corri para me inscrever! 

Sinopse: 

No futuro, a Sociedade escolhe: onde você mora. O que você come. Onde você trabalha. Como você se diverte. Com quem você se casa. Quando você morre.
Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família.
Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander—bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos—, tudo parece bom demais para ser verdade.
Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés.
(sinopse tirada do skoob)


Minha Opinião: 
Sabe quando você termina de ler um livro e bate aquela necessidade de ter a continuação em mãos para ler? Bem, é melhor se preparar porque  Matched é um desses casos. O livro é detalhado na quantidade certa para te dar a ideia de como a Sociedade funciona e , ao mesmo tempo, te envolve na vida de Cassia. Esse  livro me lembro de The Demon King, por dois motivos:
1 - é, visivelmente, uma introdução a história, onde a autora se preocupa em mostrar o funcionamento de tudo para que o leitor entenda o mundo e a vida dos personagens
2 - novamente tive a sensação de que quando o livro finalmente vai atingir seu climax, ele acaba. Isso não seria ruim se eu ja tivesse a continuação em mãos, mas, infelizmente, Crossed ainda vai levar algum tempo para ser lançado. :(

Não estou dizendo que o livro é parado. Estou dizendo que é ele é uma introdução ao mundo de Cassia e nele você consegue ver as mudanças que acontecem na personagem. Que mudanças? Você precisa ler para descobrir!

Cassia é uma personagem cativante e, ao mesmo tempo irritantemente robótica, pelo menos no início da história. Juro que pelos primeiro capítulos eu ficava me perguntando como é que todos podiam aceitar viver com a Sociedade ditando o que eles deveriam comer, vestir e até casar! Mas com o passar da história, tudo foi ficando mais claro e interessante. 



No final das contas:
Matched é um livro que te faz refletir sobre como seria uma sociedade onde todos são realmente iguais e controlados por uma força maior. Eu indico esse livro para todos que gostam de histórias com uma personagem que realmente desperta e também de distopias.

Matched será lançado aqui no Brasil agora em abril pela editora Suma das Letras e vocês podem ver o site oficial aqui






Beijos,



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Review - A Menina que Roubava Livros



Título: A Menina que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Preço: 39,90 [31,92 / + Cultura] (Livraria Cultura)






Por que li esse livro?
Ignorei esse livro por muito tempo pelo simples fato de todos comentarem sobre ele, mas agora decidi deixar a criancice de lado.






Sinopse
Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. (sinopse retirada do site da livraria cultura)






Minha Opinião
Logo que comecei a ler o que mais me chamou a atenção foi o narrador da história, a morte, e como ela se sensibilizava e, por vezes, ironizava os infortúnios pelos quais a personagem principal passava. Liesel tinha no roubo de livros seus momentos de paz e realização, e através das palavras ela era capaz de acalmar a si mesma e aqueles ao redor dela.
Zusak deu um golpe de mestre ao escrever a história dessa simpática menina através da morte, pois assim ele conseguiu um narrador onisciente e bem divertido, sem contar que em diversos pontos da história, a morte nos dá relances do que irá acontecer, o que só servia para aumentar minha curiosidade, além das inúmeras intromissões que ela fazia, seja com uma pergunta e sua respectiva resposta ou uma história sobre um personagem, explicando o porquê das ações cometidas.
O livro é cheio de metáforas envolvendo cores, e citações mórbidas a respeito da guerra e da visa em geral, cortesia de uma narradora bem incomum. A Menina que Roubava Livros é muito bem escrito, divertido e triste em algumas partes, o enredo flui de uma maneira bem suave e natural, porém, devo admitir que se não fosse pelo final, extremamente emocionante e de certa forma um pouco adiantado graças à morte, o livro não teria possuído tanto significado para mim.






No final das contas
Markus Zusak ao escrever A Menina que Roubava Livros nos deu um daqueles romances que simplesmente merece ser lido; uma história mesclada de tristezas e felicidades singelas, tornando esse livro puramente belo.












Beijos,


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Resultado - Promoção de Férias!



Finalmente saiu o resultado da super Promoção de Férias que o Leitora Compulsiva fez em parceria com o Lekatópia
Eu estive muito enrolada nos últimos dias e nem consegui postar o resultado dessa promoção no dia marcado, mas a maravilhosa Leka ja postou! 


A grande ganhadora da promoção foi:

LUIZA FILOMENO

Parabéns Luiza!!! Espero que aproveite bem o livro e que continue visitando os blogs!

Para aqueles que não ganharam, não se preocupem. Ainda haverá várias oportunidades para ser um ganhador!


Beijos, 


Review - The Demon King, da Cinda Williams Chima

Título: The Demon King
Autor: Cinda Williams Chima
Editora: Hyperion
Gênero: YA, Fantasia
Preço: 41,20(Livraria Cultura) [Hard Cover]

           22,80 (Livraria Cultura) [Paperback]
Série: The Selven Realms, vol. 1


Por que eu li esse livro?:
Tenho que confessar uma coisa: eu me interessei por esse livro por causa da capa. Achei essa capa tão interessante que busquei pelo livro no goodreads e decidi que precisava ler essa série. 


Sinopse:
A vida está difícil na cidade de Fellsmarcah e o ex-ladrão Han Alister fará quase qualquer coisa para conseguir comida para sua mãe e irmã sobreviverem. Ironicamente, o único item de valor que ele possui, não pode ser vendido. Desde que Han consegue se lembrar, sempre usou seus braceletes de prata, porém nunca conseguiu tirá-los. 
Enquanto isso, no castelo, Raisa ana'Helena, a princessa herdeira de Fells, tem seus próprios problemas: ela acaba de voltar a corte após três anos vivendo livremente com a família de seu pai em Demonai e precisa se adaptar o mais rápido possível às restrições da corte, pois dentro de pouco tempo será seu décimo sexto aniversário e precisará pensar em casamento.  Raisa quer ser mais do que uma rainha ingênua que não conhece as dificuldades de seu povo, contudo sua mãe tem outros planos para ela... 
The Demon King é o primeiro volume da série The Seven Realms.


Minha opinião:
Sabe quando você começa a ler um livro já tendo certeza de que iria gostar? Então, esse livro entrou nessa categoria! Quando li a sinopse e vi que era um tipo de fantasia épica que poderia estar acontecendo nesse exato momento em algum país desconhecido/ outra dimensão ou  há 500 anos atrás, tive que dar um jeito de comprar esse livro o quanto antes! 
Esse é o primeiro livro da série The Seven Realms e ele da todo o pano de fundo para o que vai acontecer no resto da série. Através dele entramos no mundo em que a história se passa e conhecemos mais sobre a estrutura da sociedade e como os clãs se relacionam com os magos e com  a realeza.  
The Demon King conta a história sob duas perspectivas: a da princesa Raisa e do garoto Han. Cada capítulo é escrito focando em um desses dois personagens e na sua realidade. Claro que isso não é algo novo, mas é bem interessante e muito bem usado, pois assim somos capazes de melhor entender dois extremos da sociedade criada pela autora: uma princesa e um delinquente pobre.
Durante os capítulos escritos sob a realidade do Han me encantaram logo de cara, tenho que admitir que os contado pela Raisa me deixaram um pouco indiferente até a aparição do Amon, um amigo de infância de Raisa que agora é um guarda. Sim, mais uma vez eu me encantei pelo personagem secundário! 
Tudo nesse primeiro livro é bem previsível, incluindo os personagens: princesa rica e ignorante da realidade que quer fazer a diferença, ex-líder de uma gangue pobre que tem bom coração, guarda que sente o que não devia por sua superiora e, é claro, garoto poderoso e rico que faz de tudo para conseguir o que quer. Isso não quer dizer que eles não são bem desenvolvidos ou que a autora deixa a desejar; isso apenas significa que esse livro tem um ar um tanto tradicional em relação às histórias de fantasia. 
O meu único problema com The Demon King foi o final do livro. Não, não foi realmente um problema. Sabe quando existe toda uma tensão criada na história e quando a história está quase no seu climax o livro acaba? É isso aê, a autora criou um super cliff-hanger no final desse primeiro volume! Nesse momento agradeço o fato de eu ter comprado o primeiro e segundo volume da série juntos! Imagino como seria horrível esperar as 4, 5 ou 6 semanas que levam para o livro chegar! 




No final das contas:
Apesar desse ar previsível e aparentemente tradicional da história, a autora cria um mundo único onde mesmo que os personagens aparentem serem "clichês", tudo é cativante e é absurdamente difícil largar o livro. Cinda Williams Chima criou uma história que possuí potencial para se tornar algo memorável! Recomendo para todos aqueles que gostam de uma boa história!
Uma boa dica para esse livro é ja ter o segundo volume da série a mão, pois quando terminar The Demon King, com certeza vai querer ler The Exiled Queen! 




Beijos, 





quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Review - Noite Eterna, da Claudia Gray


Título: Noite Eterna
Autor: Claudia Gray
Editora: Planeta
Gênero: Romance, YA
Preço: 29,90 (Livraria Cultura)
Série: Evernight, Volume 1


Por que li esse livro?
É um romance sobrenatural (que eu amo!), e apesar da enxurrada de livros sobre vampiros, eu não consigo me cansar deles.


Sinopse:
Noite Eterna acompanha a história de Bianca Oliver, uma menina que vai viver sua história de amor em uma escola nada comum. Bianca acaba de deixar a cidade pequena que vivera sua vida inteira. Ela é aluna nova em Noite Eterna, uma escola misteriosa, onde seus colegas parecem perfeitos demais para ser verdade. Bianca sente-se como se não pertencesse àquele lugar, até que conhece Lucas, que parece determinado a não se tornar mais um dos esquisitos. A química entre os dois é inegável e Bianca se vê disposta a arriscar tudo para viver este amor. Mas alguns segredos obscuros vão surgir no caminho e farão a jovem questionar tudo em que até hoje acreditou. (sinopse retirada do site da Livraria Cultura)


Minha Opinião:
Noite Eterna é o primeiro livro da série Evernight. A trama é narrada por Bianca, que acabou de se mudar junto com os pais para a escola que carrega o nome do livro. Ao chegar lá Bianca conhece Lucas, um aluno que encontra dificuldades para se adaptar ao colégio, e eles começam um romance, que é o ponto central do livro. 
Eu realmente gostei deste livro, a trama possui bons personagens e, como dito anteriormente, eu não consigo me cansar dos vampiros. É possível dizer que a trama é surpreendente, você começa a leitura achando que esta seguirá um determinado rumo, mas ao chegar na metade do livro, ocorre uma descoberta, de certa forma até chocante, e assim a leitura toma um rumo totalmente diferente do esperado. Além dessa descoberta, um segredo importante e crucial para a trama é revelado próximo ao final do livro; a ação começa a partir deste ponto e segue até o fim. O final do livro deixa um gostinho de quero mais e a vontade de ler a sequência, Caçadora de estrelas.


No final das contas:
Apesar de contar com um tema que é comum hoje em dia, a trama consegue ser inovadora e surpreendente. Recomendo para fãs de livros com tema sobrenatural.

Beijos,
Carina


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Review – O dia do Curinga, do Jostein Gaarder

Título: O dia do Curinga
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Companhia da Letras
Gênero: Literatura Estrangeira
Preço: 54,50 (Livraria Cultura)




Por que li esse livro?
Amigos e parentes me recomendaram, além do meu ímpeto de ler todos os livros desse autor.


Sinopse:
'Você já pensou que num baralho existem muitas cartas de copas e de ouros, outras tantas de espadas e de paus, mas que existe apenas um curinga?', pergunta à sua mãe certa vez a jovem protagonista de O mundo de Sofia. Esse é o ponto de partida deste outro livro de Jostein Gaarder, a história de um garoto chamado Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega à Grécia, à procura da mulher que os deixou oito anos antes. No meio da viagem, um livro misterioso desencadeia uma narrativa paralela, em que mitos gregos, maldições de família, náufragos e cartas de baralho que ganham vida transformam a viagem de Hans-Thomas numa autêntica iniciação à busca do conhecimento - ou à filosofia. (sinopse retirada do site da Livraria Cultura)


Minha Opinião:
Confesso que da primeira vez que ouvi falar desse livro não o considerei de grande valor, porém, após começar a lê-lo reparei que havia cometido dois grandes erros: o primeiro foi julgar precipitadamente, o segundo, desmerecer um livro de Jostein Gaarder (esse foi o mais grave XD); afinal, quem já leu algo desse autor sabe muito bem que só se pode esperar algo ótimo dele. O dia do Curinga é um livro muito interessante a começar pelos capítulos que receberam os nomes das cartas do baralho e a divisão das partes da história, denominadas de acordo com os naipes.
Toda a história está entrelaçada com as cartas do baralho que, misturado com um pouco de filosofia (nada complicado, na medida certa para aguçar a curiosidade) tornam tudo bem mais prazeroso para o leitor. O que mais me impressionou no livro foi a criatividade de Jostein Gaarder para criar um lugar, uma ilha, onde tudo, desde os personagens ao próprio calendário, é regido pelo baralho. Os personagens são as próprias cartas, que ganharam vida a partir da imaginação de um homem que ficou preso na ilha, com isso o livro nos proporciona um quadro do que seria “ser o criador” e o que isso implica tanto para a criatura quanto para quem a fez abrindo espaço para algumas reflexões, não importando qual seja a nossa crença.
Além da atmosfera bizarra e divertida criada por esses personagens incomuns, temos o desenrolar da história de Hans-Thomas, cuja viagem desencadeou a descoberta de antigos mistérios de sua família e seu envolvimento com a ilha das cartas, chegando ao ponto de todas as ações dos personagens estarem entrelaçadas, além de direcionadas a um mesmo propósito e a solução que o autor encontrou para juntar todos esses personagens foi sensacional e garantiu que o leitor - ao menos eu -  ficasse impressionado no final.


No final das contas:
O dia do Curinga é um livro capaz de entreter e ao mesmo tempo incitar o pensamento crítico, sendo assim, altamente recomendável para todos os tipos de leitores que, acredito, vão gostar do caráter meio sério e bem divertido desse livro, bem como de um personagem em especial, o próprio Curinga com o qual muitos poderão se identificar, pelo menos um pouco. 





Beijos,


domingo, 23 de janeiro de 2011

Review - Pequena Abelha, do Chris Cleave

Título: Pequena Abelha
Autor: Chris Cleave
Editora: Intrinseca
Gênero: Romance
Preço: 29,90
[23,92 para clientes +cultura] (Livraria Cultura)



Por que li esse livro?
Primeiro eu li a contra capa do livro em uma livraria e fiquei intrigada com os comentários que fizeram.

Sinopse:
Essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa… Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como essa narrativa se desenrola.


Minha Opinião:
Só agora aprendi para não criar grandes expectativas sobre algo que falam tão bem. O livro é longe de ser chato ou massante. A história é bem humana e bonita e nos trás o valor de proteção à alguém que nos importamos.
O livro é muito bem escrito, o autor aborta temas como os refugiados da África que vivem em terras europeias e os preconceitos que eles enfrentam. O humor que a personagem Abelhinha apresenta é crítico e muito bem explorando tendo uma pitada de humor negro.
Gostei muito de como a história é representada com cada capítulo sendo contado pelas duas personagens centrais, assim você vê os mesmo acontecimentos de dois pontos de vista.


No final da contas:
Não leia o livro com grandes expectativas isso poderá atrapalhando a sua leitura. Mas eu recomendo lê-lo pela história que é emocionante.

Beijos,
Thaíse

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Review - O Nome do Vento, do Patrick Rothfuss

Título: O Nome do Vento - A Crônica do Matador do Rei: Primeiro Dia
Autor: Patrick Rothfuss 
Editora: Sextante Ficção
Gênero: Fantasia Medieval

Preço: R$ 49,90 (Livraria Cultura
)


Por que eu li esse livro?
Por ser um livro de fantasia medieval.

Sinopse:
Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.
Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial - que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times - é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.


Minha opinião:
O Nome do Vento, primeiro livro da trilogia A Crônica do Matador do Rei, é o romance de estréia de Rothfuss, mas o autor nos surpreende com um livro cativante e, de muitas maneiras, único. Seu protagonista, Kote, está longe de ser um jovem qualquer, pois desde sua infância com os Edena Ruth demonstra ter uma mente inteligente e afiada, uma curiosidade um pouco além do que seria saudável e um talento artístico de dar inveja. Kote é carismático a sua maneira e um tanto ingênuo em alguns sentidos, na verdade, no que diz respeito às mulheres. Ingênuo demais para alguém que foi criado com artistas intinerantes, mas essa é uma das poucas coisas do livro que incomoda e essa ingenuidade é necessária para criar algumas situações, então não chega a ser um problema tão grande.

Duas coisas importantes acontecem na infância de Kote, ambas são responsáveis pelo caminho que o jovem trilhará. A primeira é o encontro com um vendedor Arcanista e o consequente começo de sua educação. A segunda, a morte de sua trupe pelas mãos do Chandriano. E é após essa tragédia que começa a "pior" parte do livro, não que seja ruim, nada nesse livro pode ser considerado ruim ou, mesmo, desnecessário, é apenas triste, cruel e descrito "pelo próprio" Kote de maneira bem crua, é seu período nas ruas, sobrevivendo através do furto e mendicância. E, apesar de não ser ruim, é um interlúdio que se arrasta... E aí está o maior problema - e ele não se encontra somente nessa parte. Apesar de ser um livro único e interessante, seu ritmo é inconstante e, às vezes, parece que o autor demora demais em algo que poderia ser mais acelerado ou menos detalhado, para, cinco páginas depois, te fazer grudar no livro e não querer lagar por um bom tempo. É lógico que não é fácil fazer uma história que te prenda por todas as páginas, nem é possível estar sempre no "clímax" no livro, mas é possível manter um ritmo de interesse saudável, que aumente em determinadas partes; no caso de O Nome do Vento, o que acontece é que o desinteresse e o interesse surgem, dependendo do capítulo onde você esteja.

Enfim, passado o período de luto e sofrimento, Kote segue a caminho da Academia para aprender magia, entre "n" outras coisas, mas não confundam com HP, pois a magia do mundo de Rothfuss está longe de remeter ao universo de J.K. Rowling. Bem, a vida continua árdua para o protagonista, pois o custo de vida para um estudante é alto e o orgulho de Kote o impede de pedir ajuda aos amigos que encontra. O livro segue, então, até os primeiros períodos de ensino de Kote.

Não espere por batalhas em O Nome do Vento, pois esse livro se trata do começa da vida de Kote, uma espécie de prólogo que nos prepara para o que virá e para a pessoa que Kote se tornará. É uma história dentro de uma história, onde o protagonista narra, no presente, sua vida para o Cronista. O ambiente do livro é violento e verossímil, as lendas que Rothfuss nos apresenta são bem criadas e, por vezes, macabras, e a magia é baseada em simpatias e nomes. É um universo rico, que só começamos a explorar, não só The Wise Man's Fear, segundo livro da trilogia, será maior que o primeiro, como começará a explorar as outras facetas de Kote, deixando para trás o estudante jovem e curioso.


Agora, vamos aos outros problemas do livro: as mulheres, ah, as mulheres... Talvez seja por eu ser mulher que esse ponto do livro me irrite tanto. O problema não está no fato de todas serem belas, embora isso seja meio estranho, porém passaria batido se não tivessem uma propensão tão grande para serem ninfetas e, em alguns casos, terem um leve interesse inexplicável pelo Kote, até porque, convenhamos, ingenuidade e passividade não é tão interessante assim. Além disso, a maioria dos personagens secundários não chegam a ter muita profundidade, mesmo os amigos de Kote não marcam muita presença, embora suas personalidades tenham sido bem delineadas, é algo que espero que o autor melhore nas continuações.




No final das contas:
O Nome do Vento é o melhor romance medieval que já li, muito se deve ao fato de não ser tão fã de Senhor dos Anéis e, consequentemente, Eragon. Rothfuss não tenta copiar algo existente que tenha feito sucesso, ele segue seu próprio ritmo e estilo, encantando com um texto lindo, um protagonista em "tons de cinza" e uma história que merece ser contada.

Beijos,